Estamos aqui todos, no mundo inteiro, a viver as nossas vidas como se isto fosse normal. Olhamos para as redes sociais, para a vida que mostramos ao mundo, e parece tudo normal. Como se só houvesse um pequeno contratempo. Uma fase. Mas não é só um contratempo e pode não ser só uma fase.
Não podemos ir onde nos apetecer.
Não podemos ir a lado nenhum à vontade.
Não podemos ter festas, casamentos, concertos, estar com muitas pessoas.
Não podemos mexer à vontade nas coisas.
Não podemos tocar, abraçar, beijar quem nos apetecer.
Não podemos cumprimentar as pessoas como antes.
Temos de usar uma máscara em montes de sítios.
E digo ali em cima que estamos a viver isto como se fosse normal, tão normal que já toda a gente sabe, opina, manda, no que os outros podem ou não fazer. Como se já tivessem passado por 10 pandemias destas.
Se no princípio estávamos todos com medo e solidários e com o Buda que há em nós à flor da pele. Agora veio ao de cima o Hitler que há em todos os desgraçados que nunca mandaram em nada na vida, que nunca controlaram nada, mas têm pena.
Meninos, não se controla nada mesmo. Nunca.
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terça-feira, 23 de junho de 2020
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Pandemia 4
Respeito e admiração pelo General Ramalho Eanes. Comoveu-me a sua entrevista na RTP (agora não é muito difícil comover-me...).
Fico orgulhosa de em miúda ter participado na campanha que o elegeu nosso Presidente e de o ter recebido no comício na minha terra (por engano escreveram Beja quando realmente foi em Estremoz). Estava orgulhosamente a segurar a bandeira de Portugal.
Ele tem aquele carisma de herói. Aqueles princípios morais dos bons militares, de entrega, serviço, solidariedade e camaradagem que nos faz confiar, respeitar e se for preciso, obedecer.
quarta-feira, 1 de abril de 2020
Pandemia 3
Estou sem "cortex" (era o que antes dizíamos de dizer o que se pensa sem pensar e sem censura). Nunca tive muito, mas agora então...
Não sei se é da incerteza dos dias. Se é de estarmos isolados, escudados detrás das paredes. Podemos falar e ninguém nos vê. De não saber o dia de amanhã. De repente nada é seguro. Ninguém sabe mais que nós e ninguém é diferente de nós. Estamos num limbo em que finalmente a frase tema deste blogue faz todo o sentido, é por tudo ou por nada. Tudo o que deixei por fazer, por dizer, por viver. Tem que se realizar. A teoria do viver o presente passa a prática. E já nada faz sentido como era antes.
terça-feira, 31 de março de 2020
Pandemia 2
Desculpem lá mas deixem-se de merdas e politiquices e bairrismos e nazismosÓcovides. Estamos todos no mesmo barco, uns portam-se melhor que outros, mas se isto abana muito vamos todos ao charco. Os números nem sempre estão certos, mas a verdade é que ainda assim estamos melhor do que muitos países (eu sempre disse que pedir aos tugas, e então aos alentejanos, que fiquem no sofá não ia ser difícil). Lembrem-se dos doentes que estão sozinhos. Lembrem-se de quem gosta deles que não podem ir dar-lhes a mão. Lembrem-se dos que morrem sozinhos. Dos amigos e famílias que não os podem acompanhar á ultima morada (seja a morte de covid ou não). E lembrem-se dos médicos, enfermeiros, pessoal hospitalar, de lares, de cuidadores, de forças de segurança, públicos e privados, todos os que estão nas linhas da frente, que são tantas.
Só espero é que depois deste pesadelo, todos juntos possamos ter aprendido alguns ensinamentos, algumas lições, que tenhamos apreendido as prioridades da vida. Que depois e antes da saúde está sempre e só o amor e o amor são os outros.
sábado, 21 de março de 2020
Pandemia 1
Já estou baralhada com tanta coisa para fazer em quarentena.
Ele é visitas virtuais a museus, aulas de ginástica e yoga e danças online, organizar a cozinha e as refeições, fazer máquinas de roupa, aspirar (?), ler todos os artigos e coisas e previsões sobre o corona, mais o livro que engonhamos há semanas, organizar finalmente todas as fotografias no Google Fotos, fazer um puzzle, ver filmes e series.
Escrever! Escrever!
Organizar e escrever os poemas inéditos da Tia Palmira.
Falar com as pessoas ao telefone e por video.
Caramba que não há sossego.
Por isso não se queixem e FIQUEMOS EM CASA!
Ah e falta o ouvir música e dançar como uma maluca que agora tenho desculpa.
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