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quinta-feira, 8 de maio de 2025

A minha vida tem sido um constante vai e vem de pessoas chaves, anjos no sítio certo à hora certa. Situações que caem do céu, que se desenrolam quase por si só, começos, fins, recomeços, tudo em compasso e sintonia. Mesmo quando tudo parece errado, passada a tempestade quando a poeira assenta, as coisas afinal encaixam e não podia ser de outra forma. Excepto a morte.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

De vez em quando tenho uma vontade imensa de te mandar uma mensagem a contar-te coisas a contar-te tudo a dizer-te que tenho saudades e que te amo horrores. Que a dor não cabe em mim que já não sei o que fazer com ela sempre aqui dentro a magoar-me a remexer em tudo nas recordações na falta que me fazes na minha vida toda em toda eu. Estás sempre aqui dentro de mim, esvaziando-me.

Sinto a tua falta em todo o lado. É uma dor intermitente, constante e intensa. É um paradoxo inconsciente que arde dentro de mim.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Onde

Fecho os olhos e penso, onde queria estar um dia? Um dia destes. Durante uns dias, só uns dias. 
Numa casa de madeira pintada de azul-claro e branco (já que é sonho que seja com detalhes) com um alpendre. Com chão macio e tapetes de algodão para poder andar descalça. Mesmo em frente a uma praia. 
Está sol, mas não calor demais. 
Acordo quando me apetece. Nada nem ninguém depende de mim. Tomo café no alpendre. Vou-me estender ao sol na praia e dar um mergulho. Passear na praia. Sentar e ler. Comer quando apetecer. Ouvir música. Sem horas para nada. Tudo ao meu ritmo e desejo. Contigo.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Desejos

Vou-te desejando os bons dias e as noites e as tardes.
E vou-te desejando a toda a hora.
Em silêncio. Tudo em silêncio.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

E um dia numa dança

Com um toque tudo mudou. Reconheceram-se?

Era uma festa de aldeia dos santos de Agosto, calor, luzes penduradas das árvores e dos postes. O povo dançava esquecendo a vida dura dos campos alentejanos. Chegaram de carro, um grupo de jovens à procura do divertimento diferente das discotecas, do fumo e das luzes néon.

Misturaram-se na multidão, a rir, a conversar e a dançar. Ele e ela, por um simples acaso do destino, deram as mãos, ele rodeou-lhe a cintura com o braço e começaram a dançar. E ao ritmo da dança que aumentava, rodopiaram, seguraram as mãos com mais força, encostaram a cara, os corpos uniram-se e tudo encaixou. Quando a música parou, não se conseguiram afastar logo, olharam-se envergonhados como se fosse a primeira vez. Queriam continuar aquela dança para sempre.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Deixa...

Esquece meu amor

Não ligues aos meus impulsos, á intensidade do que quero que sintas por mim. Amor não se compara. Apesar de tentarmos sempre desde pequeninos querer ser os mais amados. Amor não se conta, nem se descreve. Amor é só sentir. Ou não.

Mas às vezes é grande demais, tão demais que quase rebenta. E o outro lado nunca é suficiente, porque o nosso parece ser único. Inigualável. Porque só nós é que sabemos do que somos capazes.

Desculpa meu amor. Não é culpa tua. Já me deste tanto e nunca prometeste mais. Eu é que devia ter percebido desde o início, desde lá do princípio de tudo, quando ainda não era assim.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Desvarios

Linhas e mais linhas e vidas, paralelas às vezes. Experiências vividas, histórias que paralelamente se completam ou entrecruzam. Pessoas e paixões, amores e desvarios. Encontros e desencontros. 

E mais desvarios. Nesta amálgama de sentimentos experiências pensamentos e saudades que é a vida interior de cada um.  E quem vê de fora não imagina o vendaval que vai por dentro.

Coração desmesurado intenso e louco que procura a planície calma e quente de um fim de tarde de verão para apaziguar a tempestade em que irremediavelmente se tornou. Num desvario. Sem fim no horizonte.


sexta-feira, 29 de maio de 2020

Pedaços


Sei que me faz mal, mas apetece-me loucamente. E sei que se experimentar uma vez vou querer mais e depois ou volto mais vezes e me faz mal ou foi só aquela vez e custa-me ainda mais deixar.

É como um cigarro.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

em pedaços

Voltar a sentir aquele vazio, aquela dor, a incerteza do sentir. 
Mais uma vez ninguém percebe. Não percebe a dimensão do que sinto e do que sou capaz de fazer e sacrificar. 
Não quero ficar com tudo, quero escolher o amor. 
O resto não é importante para mim, nunca foi.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Por tudo e por nada


De repente num lugar inusitado num momento desprovido de interesse e de tempo estava eu parada a olhar para uma fotografia ao longe, e veio tudo ao de cima como se voltasse lá. Aquilo tudo outra vez percorreu-me de alto a baixo envolveu-me abraçou-me e senti-nos. A emoção de novo, a pele como se fosse uma e única, a urgência a ânsia a união a comunhão o reencontro. Tudo de repente, devagar, como se não houvesse tempo, como se fosse eterno.  

domingo, 10 de abril de 2016

Porta-retrato



A tua falta sente-se pela casa, nas cadeiras, na mesa de jantar, nas conversas, nos nossos olhos, na maneira como te procuramos nos teus sítios... A tua falta enche a casa e não conseguimos pensar em mais nada, senão na tua ausência tão presente.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sweet fifthteen



Foi agora, já na idade da não-inocência que demos aquele abraço, que nos deviamos, que já devia ter sido dado quando eramos tão novos que nada de mal acontecia, quando a vida em si nos atirava para esse abraço, naturalmente. Como naquela dança, em que me encostei a ti e nada mais importava. Tudo podia acabar ali. É quando temos mais futuro, que o futuro não tem importância nenhuma... Está sempre longe demais. Tudo demorava e por isso tudo era urgente. Agora? Já nada importa, é tudo relativo. A vida, o tempo, as coisas , é tudo relativo. Até os sentimentos.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

sonhos

Ao fim deste tempo todo, às vezes, raramente, ainda sonho contigo. E ontem foi assim, cruzámo-nos na rua, vinhas com umas crianças, e eu com as minhas. Não reparei quem vinha atrás de ti. Comecei a sorrir-te assim que te vi, ainda a uns metros de distancia e tu... tu olhaste através de mim. Eu continuei a olhar-te nos olhos e a sorrir, à espera que a um dado momento me visses, mas tu continuaste a olhar através de mim, como se não estivesse ali ninguém, como se eu fosse transparente. E sem parar continuámos o nosso caminho, de costas um para o outro. Tu sem me veres e eu contigo dentro.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

É Natal

Venho aqui desejar-te Boas Festas, meu amor, meus amores, meus anjos. Para ti, para ti e para ti....porque não consigo dizer de outra forma, porque não posso telefonar, nem mandar mensagens, nem ir bater á porta e abraçar, e apetecia-me tanto... E gritar aos sete ventos "Tenho tantas saudades!" E isto da net é o mais parecido com o infinito e com o céu. As mensagens, os desejos, pairam neste mundo virtual como estrelas.
Estejas onde estiveres quero que saibas que te desejo um feliz Natal, que nesta altura do ano ainda tenho mais saudades, que penso em ti todos os dias e nesta altura mais vezes ao dia.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Histórias de amor


Eram demasiado novos e demasiado parecidos para poderem ficar juntos. Tinham os dois aquela curiosidade, uma ânsia de viver sem calma. Foi há tanto tempo...
Aquele encantamento que sentiram um pelo outro, de repente, como um raio ou uma varinha de condão que os tocou naquele momento. Foi o tempo certo e encaixaram na perfeição. Emanavam vida e descobriram-na juntos. Nada é cedo ou tarde demais, é quando tem que ser.
Mas eles eram demasiado parecidos. E acabaram por ficar juntos, mas como irmãos, esquecendo o que foram.

sábado, 11 de maio de 2013

Porta-retrato # 4

Sai lá daí ! Porque é que partiste deixando tudo incompleto? Eu, nós...
Volta, para ao menos dizermos adeus.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pedaços...


As pessoas à minha volta, passam por mim como estranhos caminhando para um futuro que não me pertence.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


É quando te vejo que sinto saudades. Contigo é sempre tudo ao contrário.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Estou a tentar, aos poucos, voltar a mim...