E a nossa vida toda é feita de pequenas e grandes coisas e do seu contrário. Encontros e desencontros. Entendidos e mal-entendidos. Querer e desejar. Afastar e enjoar. As mesmas coisas. E assim numa roda vamos construindo e destruindo a nossa vida. A pouco e pouco quase sem dar por ela. Como se tudo fosse sucedendo sem escolhas, sem decisões.
Mostrar mensagens com a etiqueta por tudo e por nada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta por tudo e por nada. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 13 de outubro de 2022
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
Sempre o tempo
Um tempo onde não há tempo onde a presença e a ausência se confundem os sentimentos se sublimam e o amor prevalece estarás lá finalmente comigo e eu contigo e juntos, num sopro que só o outro mundo exala.
sábado, 20 de janeiro de 2018
Na vida
Acontecem-nos coisas boas e más, fazemos coisas mais ou menos importantes, mas o que verdadeiramente nos define e marca são as relações com os outros.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Amores
Temos esta mania, egoísta, nos amores de querer ser únicos. E somos, só que não em número. Os amores românticos são como o amor em geral, como pelos filhos, que por amarmos muito o segundo não amamos menos o primeiro, e vice-versa e assim sucessivamente. Os amores não se substituem, acrescentam-se.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Ilusões
Realmente , quando nos queremos iludir, porque queremos muito que alguém, ou uma situação, sejam aquilo que nós gostaríamos ou desejamos, não vemos nada. Nem se estiver mesmo à nossa frente. Nem que outros nos avisem. É impressionante! Há pessoas, ou situações, que são verdadeiras fraudes ou "blufs". E depois , de repente, como que por magia, cai o pano - porque uma ilusão não se consegue manter por muito tempo, é impossível fingir o tempo todo - e só nessa altura conseguimos ver todos os sinais , que estiveram sempre lá, mas que nós não queríamos ver. Enfim, é a vida. E ela continua e vamos continuar a errar e a fingir e a ver os outros fingir e a ter ilusões e a seguir desilusões, e a única coisa que vamos aprendendo é a não ficar tão tristes, nem zangados, nem a deitar culpas - a nós e aos outros - de cada vez que isso acontece. E isso já é um grande passo. Porque uma vida sem um bocadinho de ilusão também não tem muita graça. E porque às vezes é preciso "pintar" as pessoas ou as situações para as vermos mais bonitas.
sábado, 24 de maio de 2014
Primavera
Gosto da Primavera.
Gosto das coisas quando elas ainda não são, mas já as começo a sentir
de tanto as imaginar.
Gosto da antecipação do bom que aí vem.
Gosto da promessa do que vai ser.
Gosto de sentir o corpo vibrar, sentir as coisas dentro de mim antes de
acontecerem, antecedendo o prazer.
E a Primavera é uma promessa em que posso confiar, o Verão vem sempre a
seguir.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Coisas...
Não podemos mudar as coisas que nos acontecem (desde desgraças a sentimentos), mas podemos mudar a nossa forma de reagir a elas. A nossa atitude perante a vida está nas nossas mãos, isso controlamos e isso faz toda a diferença para a nossa felicidade e paz de espírito!
segunda-feira, 24 de março de 2014
Passados
Como me senti há muitos anos no Alentejo profundo,
na Mina de Aparis, senti agora no Douro, nesta paisagem agreste, talhada e
sofrida.
Peço licença para entrar, fazer parte, participar do
enlevo, simplesmente. É uma parte de nós que é e não é. Pertencemos e somos
estranhos. De uma qualquer coisa, de um qualquer passado que tanto é nosso como
nos transcende e nos ultrapassa.
O que é que nos faz sentir o passado, as raízes? Quem
passou por aqui igual a nós, sentindo como nós. O que é que partilhamos, todos?
Ao logo da vida, de gerações. O medo da morte, do futuro que é a morte, que é
um fim qualquer? Que não sabemos o que é. Por muita fé, por muito acreditar,
nunca podemos ter a certeza do que há para lá.
Mas por muito que duvide, que questione, sinto
aquelas presenças de outrora. Marcaram. Será que marcamos também?
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Ás vezes sou assim
Escrevo sempre sobre certezas,
ou quase, pensamentos que me chegam como
epifanias. Coisas que aprendo, apreendo, que começo a entender. Mas normalmente
o meu pensamento é uma enorme interrogação. O que é que eu fiz? O que é que eu
faço? Para que é que eu sirvo?
Sempre ansiei por fazer
algo realmente útil. Ajudar pessoas. Ir para África. Fazer a diferença em algo.
Algo que me transcenda. E só vejo os anos passarem e eu sempre à espera que me surja a ideia.
Aquela ideia que vai mudar tudo! Que me apareça aquela pessoa que me leve ao
meu caminho. Á minha missão nesta vida! E os anos passam e nada acontece, pelo
menos de extraordinário.
Mas será que “acontecer” é mesmo isto? Ir acontecendo, ir fazendo... Que o extraordinário é um caminho e não um acontecimento?
Mas será que “acontecer” é mesmo isto? Ir acontecendo, ir fazendo... Que o extraordinário é um caminho e não um acontecimento?
Tenho vivido os últimos anos dedicada aos meus filhos, a que nada lhes falte. A dar-lhes e a mostrar-lhes todo o amor que sinto realmente por eles. Num frenesim irreal, a correr de um lado para o outro para que eles possam crescer e fazer as escolhas certas, para que tenham acesso a tudo o que lhes pode eventualmente ser útil, realiza-los no futuro, serem pessoas integras e, principalmente, felizes. O meu amor por eles é tão grande que mesmo assim nada disto ás vezes me parece que chega. Continuo a achar que não faço o suficiente, que falta sempre alguma coisa. Esta insatisfação, não por querer mais mas por querer ser mais. Parece que estou cá em baixo, e me estico e estendo os braços mas não consigo chegar lá acima, onde deveria estar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)