Um tempo onde não há tempo onde a presença e a ausência se confundem os sentimentos se sublimam e o amor prevalece estarás lá finalmente comigo e eu contigo e juntos, num sopro que só o outro mundo exala.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
quinta-feira, 10 de junho de 2021
Onde
segunda-feira, 29 de março de 2021
Desejos
E vou-te desejando a toda a hora.
Em silêncio. Tudo em silêncio.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Passagem de ano
Cada vez sinto menos esta excitação com a passagem de um ano para o outro. Fazer coisas especiais no último dia do ano, despedidas, telefonemas, como se houvesse eternidades ou um fosso entre este dia e o próximo. Como se amanhã fosse um dia diferente de recomeços, e não fossem assim todos os outros dias. E afinal é simplesmente como o tempo, tudo tão relativo. Neste mundinho em que todos vivemos, neste momento, já é amanhã nuns sítios e ainda é hoje aqui e agora. Só que hoje eles, os que vivem lá longe, já estão no “novo” ano e não só num amanhã qualquer, de um dia qualquer. O que separa o hoje e o amanhã é simplesmente uma noite como todas as outras e em todo o lado.
*****Só para esclarecer que nada disto que escrevi foi com melancolia ou tristeza. Continuo, graças a Deus, a adorar festas e comemorações e dançar e divertir-me. Mas é nesta e em todas as outras noites do ano. E sempre que posso.
***** Escrevi isto há 4 anos no facebook, hoje só tirei o numero do ano e substitui por "novo" no texto principal e acrescentei "E sempre que posso" no esclarecimento porque foi difícil este ano fazer festas, comemorações, dançar (acompanhada pelo menos) e divertir-me. Nisso e noutras coisas espero que o novo ano traga (boas) grandes mudanças.
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
E um dia numa dança
Com um toque tudo mudou. Reconheceram-se?
Era uma festa
de aldeia dos santos de Agosto, calor, luzes penduradas das árvores e dos
postes. O povo dançava esquecendo a vida dura dos campos alentejanos. Chegaram
de carro, um grupo de jovens à procura do divertimento diferente das
discotecas, do fumo e das luzes néon.
Misturaram-se
na multidão, a rir, a conversar e a dançar. Ele e ela, por um simples acaso do
destino, deram as mãos, ele rodeou-lhe a cintura com o braço e começaram a
dançar. E ao ritmo da dança que aumentava, rodopiaram, seguraram as mãos com
mais força, encostaram a cara, os corpos uniram-se e tudo encaixou. Quando a
música parou, não se conseguiram afastar logo, olharam-se envergonhados como se
fosse a primeira vez. Queriam continuar aquela dança para sempre.
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Deixa...
Esquece meu amor
Não ligues aos meus impulsos, á intensidade do que quero que sintas por mim. Amor não se compara. Apesar de tentarmos sempre desde pequeninos querer ser os mais amados. Amor não se conta, nem se descreve. Amor é só sentir. Ou não.
Mas às vezes é
grande demais, tão demais que quase rebenta. E o outro lado nunca é suficiente,
porque o nosso parece ser único. Inigualável. Porque só nós é que sabemos do
que somos capazes.
Desculpa meu
amor. Não é culpa tua. Já me deste tanto e nunca prometeste mais. Eu é que devia
ter percebido desde o início, desde lá do princípio de tudo, quando ainda não
era assim.
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
Desvarios
Linhas e mais linhas e vidas, paralelas às vezes. Experiências vividas, histórias que paralelamente se completam ou entrecruzam. Pessoas e paixões, amores e desvarios. Encontros e desencontros.
E mais desvarios. Nesta amálgama de sentimentos experiências pensamentos e saudades que é a vida interior de cada um. E quem vê de fora não imagina o vendaval que vai por dentro.
Coração desmesurado intenso e louco que procura a planície calma e quente de um fim de tarde de verão para apaziguar a tempestade em que irremediavelmente se tornou. Num desvario. Sem fim no horizonte.
terça-feira, 23 de junho de 2020
Pandemia 5
Não podemos ir onde nos apetecer.
Não podemos ir a lado nenhum à vontade.
Não podemos ter festas, casamentos, concertos, estar com muitas pessoas.
Não podemos mexer à vontade nas coisas.
Não podemos tocar, abraçar, beijar quem nos apetecer.
Não podemos cumprimentar as pessoas como antes.
Temos de usar uma máscara em montes de sítios.
E digo ali em cima que estamos a viver isto como se fosse normal, tão normal que já toda a gente sabe, opina, manda, no que os outros podem ou não fazer. Como se já tivessem passado por 10 pandemias destas.
Se no princípio estávamos todos com medo e solidários e com o Buda que há em nós à flor da pele. Agora veio ao de cima o Hitler que há em todos os desgraçados que nunca mandaram em nada na vida, que nunca controlaram nada, mas têm pena.
Meninos, não se controla nada mesmo. Nunca.
sexta-feira, 29 de maio de 2020
Pedaços
quarta-feira, 15 de abril de 2020
em pedaços
Mais uma vez ninguém percebe. Não percebe a dimensão do que sinto e do que sou capaz de fazer e sacrificar.
Não quero ficar com tudo, quero escolher o amor.
O resto não é importante para mim, nunca foi.

